CAIXA DE PANDORA » Intervenção pode ameaçar obras e empregos Para o setor produtivo, medida judicial teria como efeitos colaterais a paralisação de obras, com forte impacto na geração de postos de trabalho
Luísa Medeiros
Publicação: 24/03/2010 08:40
http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia182/2010/03/24/cidades,i=181633/INTERVENCAO+PODE+AMEACAR+OBRAS+E+EMPREGOS.shtml
Comentário:
O estado da arte na corrupção brasileira é o Distrito Federal. Às vésperas de uma decisão sobre a intervenção federal a população se vê agora atacada pelo terrorismo ideológico, e os autores dos ataques são aqueles responsáveis pelo “setor produtivo”.
A idéia da intervenção não é bem recebida por nenhum setor, seja o político, de situação ou oposição no âmbito distrital ou federal, seja o público ou o social. Mas ainda assim a idéia ganha força, contra todas as expectativas, e a força motriz que empurra adiante uma intervenção federal é o tsunami de corrupção que veio à tona no episódio nacionalmente conhecido como o “mensalão do DEM”.
Mas agora mais vozes bradam contra a intervenção federal, e essas vozes têm o respaldo do poder econômico que predomina e que manda na capital. Sob a alcunha de setor produtivo, expressão que jamais deveria ser usada entre parênteses dada sua importância na formação do Estado, mas que no panorama distrital soa irônico, os mesmos atores que abasteciam meias e bolsas de dinheiro agora clamam pela manutenção da autonomia política do Distrito Federal, e ainda, alegam que o interesse é pelos empregos dos trabalhadores da construção civil, pela receita fiscal entre outras motivações nobres.
Por fim, ainda levantam a questão de um suposto amadurecimento político do eleitorado brasiliense, que se deu não por investimentos em educação, com debate político, com participação cidadã dos partidos políticos, mas sim com um choque após as graves denúncias de corrupção, como se já não viéssemos de uma dinastia política alicerçada no clientelismo, elegendo rorizes e passos, e passando por escândalos e mais escândalos.
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